Dados do Relatório Anual de Desmatamento 2026, produzido pelo MapBiomas, mostram que Mato Grosso do Sul registrou o menor índice de desmatamento sem licença ambiental do país nos últimos sete anos. O resultado ocorre em um contexto de fortalecimento das políticas de monitoramento e controle ambiental desenvolvidas em diferentes esferas do poder público.

Segundo o levantamento, entre 2019 e 2025 foram suprimidos 368,9 mil hectares de vegetação nativa em Mato Grosso do Sul. Desse total, 277,3 mil hectares possuíam autorização ambiental, o equivalente a 75,2% da área desmatada, o maior percentual do país.
Os números refletem uma estrutura de fiscalização e monitoramento que envolve órgãos estaduais e federais. O combate ao desmatamento no Brasil conta com a atuação de instituições como o Ibama, o Ministério do Meio Ambiente, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e os órgãos ambientais estaduais responsáveis pelo licenciamento e fiscalização local.
O relatório também destaca a situação do Pantanal, bioma que mantém mais de 84% de sua cobertura vegetal nativa preservada. Em 2025, foram registrados 163 alertas de desmatamento, um dos menores índices entre os biomas brasileiros.
Especialistas apontam que o avanço das tecnologias de monitoramento por satélite, a ampliação das ações de fiscalização ambiental e o fortalecimento das políticas públicas de preservação têm contribuído para reduzir a ilegalidade no desmatamento em diversas regiões do país.
Embora o Governo de Mato Grosso do Sul atribua parte dos resultados à Lei do Pantanal e a programas estaduais de preservação, os indicadores também estão inseridos em uma política ambiental nacional que envolve órgãos federais responsáveis pelo monitoramento, fiscalização e proteção dos biomas brasileiros.



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