Os deputados federais de Mato Grosso do Sul que haviam apoiado uma emenda propondo adiar o fim da escala 6x1 até o ano de 2036 acabaram votando favoravelmente ao texto principal aprovado pela Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (27), em Brasília.

Entre os parlamentares sul-mato-grossenses ligados à proposta alternativa estavam Marcos Pollon (PL), Beto Pereira (Republicanos), Luiz Ovando (PP) e Rodolfo Nogueira (PL). A emenda apresentada durante a tramitação previa uma transição mais longa para implementação das novas regras trabalhistas, com prazo de até dez anos para adoção definitiva da redução da jornada semanal.
A proposta alternativa gerou repercussão negativa nas redes sociais e críticas de setores ligados aos trabalhadores, principalmente por ampliar o prazo de adaptação das empresas em relação ao texto original debatido na Câmara.
Apesar disso, durante a votação em plenário, os parlamentares votaram favoravelmente ao texto-base que reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e estabelece dois dias de descanso remunerado por semana, encerrando o modelo conhecido popularmente como escala 6x1.
No primeiro turno, a proposta foi aprovada com 472 votos favoráveis e 22 contrários. Já no segundo turno, o placar terminou em 461 votos a 19.
Segundo registros da Câmara dos Deputados, no segundo turno da votação os deputados Beto Pereira e Marcos Pollon não registraram voto no sistema eletrônico da Casa.
O texto segue agora para análise do Senado Federal, onde ainda precisará passar por novas votações antes de eventual promulgação.
Pela proposta aprovada na Câmara, a mudança ocorrerá de forma gradual. Dois meses após eventual promulgação, trabalhadores contratados pela CLT passarão a ter direito a dois dias de descanso semanal remunerado, enquanto a carga horária semanal cairá de 44 para 42 horas. Após um ano, a jornada será reduzida definitivamente para 40 horas semanais, sem redução salarial.


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