O Sinpol/MS se manifestou publicamente contra o reajuste anunciado pela Cassems para a contribuição fixa de cônjuges dependentes no plano de saúde dos servidores estaduais.

Segundo a entidade sindical, a cobrança atualmente praticada, de R$ 35, poderá passar para R$ 450, o que representa um aumento superior a 1.000% e deve impactar diretamente o orçamento de policiais civis ativos, aposentados e pensionistas.
Em nota oficial, o sindicato reconheceu a necessidade de equilíbrio financeiro e sustentabilidade do sistema de saúde, mas afirmou que uma medida dessa dimensão não pode ser tratada apenas sob o aspecto contábil.
“O aumento anunciado representa, na prática, uma penalização severa às famílias dos policiais civis que possuem cônjuges como dependentes”, destacou o Sinpol/MS.
A entidade também defendeu que a decisão seja reavaliada pelo Conselho de Administração da Cassems, com abertura de diálogo, apresentação de estudos técnicos e discussão de alternativas que reduzam o impacto financeiro sobre os servidores.
Entre as propostas apresentadas pelo sindicato estão:
implantação gradual de reajustes;
estudo de faixas de contribuição;
revisão de despesas assistenciais;
negociação com prestadores;
e ampliação do repasse patronal do Governo do Estado para ajudar no financiamento do sistema.
O Sinpol/MS informou ainda que solicitará ao Governo de Mato Grosso do Sul aumento no repasse destinado à assistência à saúde dos servidores, como forma de evitar que o custo seja transferido integralmente às famílias.
Outro ponto destacado na nota foi o fato de a atual diretoria do sindicato afirmar que não possui representantes no Conselho de Administração da Cassems e, portanto, não participou da deliberação relacionada ao reajuste anunciado.
Diante da preocupação crescente da categoria, o sindicato informou também que buscou alternativas no setor privado, firmando parceria com a Unimed e a G2C para disponibilizar um plano empresarial voltado aos filiados da entidade.
Ao final do posicionamento, o Sinpol/MS pediu que a Cassems suspenda ou revise a medida e abra uma mesa de negociação com entidades representativas e o Governo do Estado.
Até o momento, a Cassems não havia divulgado novo posicionamento público sobre eventual revisão do reajuste anunciado.


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