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Prefeita Adriane Lopes promoveu investigados após operação que apurava contratos da Sisep
Prefeita Adriane Lopes promoveu investigados após operação que apurava contratos da Sisep


Funcionários investigados na Operação Cascalhos de Areia continuaram na estrutura da Prefeitura de Campo Grande e alguns receberam promoções e reajustes salariais antes da nova ofensiva do Ministério Público Estadual.

A prefeita Adriane Lopes manteve em cargos públicos servidores investigados em operações do Ministério Público Estadual (MPE) que apuram supostas irregularidades em contratos de manutenção de vias urbanas em Campo Grande. Parte dos funcionários presos nesta terça-feira (12), durante a Operação Buraco Sem Fim, já havia sido alvo da Operação Cascalhos de Areia, deflagrada em junho de 2023.

A nova operação resultou na prisão de quatro servidores ligados à Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep). As ordens foram expedidas pela juíza May Melke Penteado Amaral Siravegna, do Núcleo de Garantias de Campo Grande, após representação do Ministério Público Estadual.

Entre os investigados está o engenheiro Mehdi Talayeh, apontado na investigação anterior como responsável por medições relacionadas aos contratos de manutenção de vias sem pavimentação. Conforme dados do Portal da Transparência, ele recebia salário de R$ 6.551,64 em maio de 2023.

Mesmo após ter sido alvo da Operação Cascalhos de Areia, o servidor permaneceu na administração municipal. Em janeiro de 2025, já no segundo mandato da prefeita Adriane Lopes, Mehdi foi nomeado superintendente de Serviços Públicos da Sisep. Com a mudança de função, o salário passou para R$ 9.567,89, aumento de aproximadamente 46%.

Outro servidor preso na Operação Buraco Sem Fim foi Erik Antônio Valadão Ferreira. Segundo registros do Portal da Transparência, ele recebia cerca de R$ 1,4 mil até dezembro de 2024. A partir de janeiro de 2025, os vencimentos passaram para R$ 2.321,31, reajuste aproximado de 65%.

Também preso na operação desta terça-feira, Edivaldo Aquino Pereira ocupava o cargo de gerente de Manutenção de Vias desde a primeira investigação conduzida pelo MPE. Conforme os registros disponíveis, ele recebia R$ 5.359,59 à época da Operação Cascalhos de Areia e permaneceu na função após a investigação.

O quarto servidor preso foi Fernando de Souza Oliveira. Ele também havia sido alvo da operação de 2023 e é servidor concursado da Sisep. Desde então, estava em licença para tratar de assuntos particulares sem remuneração. O último salário registrado foi de R$ 6.386, em janeiro de 2023.

Após a deflagração da Operação Buraco Sem Fim, a Prefeitura de Campo Grande anunciou a exoneração de Mehdi Talayeh e Edivaldo Aquino Pereira. Até a última atualização desta reportagem, Erik Antônio Valadão Ferreira permanecia sem exoneração publicada.

Em nota, a prefeita Adriane Lopes atribuiu os contratos investigados à gestão anterior, do ex-prefeito Marquinhos Trad. A administração municipal, no entanto, manteve parte dos servidores investigados em funções públicas após a primeira operação do Ministério Público Estadual.

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