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Alta dos combustíveis pressiona consumidores em todo MS e amplia diferença de preços entre cidades
Alta dos combustíveis pressiona consumidores em todo MS e amplia diferença de preços entre cidades

Levantamento aponta aumento em Campo Grande e valores ainda mais elevados no interior; cenário reflete fatores externos e internos

O aumento no preço dos combustíveis já é sentido em diferentes regiões de Mato Grosso do Sul e tem impactado diretamente o orçamento dos consumidores. Em um intervalo de cerca de dois meses, o valor da gasolina subiu de forma significativa em Campo Grande, acompanhando uma tendência observada em outras cidades do estado.

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Na Capital, o litro da gasolina passou de R$ 5,53 para R$ 6,40 entre fevereiro e abril, uma alta de R$ 0,87. Na prática, o impacto é imediato: para encher um tanque de 50 litros, o custo saltou de R$ 276 para R$ 320 uma diferença de R$ 44 para o consumidor.

O cenário se repete no interior, com variações que evidenciam diferenças regionais no preço final. Em Corumbá, por exemplo, o litro da gasolina chega a R$ 7,19, o maior valor registrado no estado. Já em Dourados, o combustível é encontrado a cerca de R$ 6,75. Em Três Lagoas, o preço médio gira em torno de R$ 6,76, enquanto em Ponta Porã o litro é vendido por aproximadamente R$ 6,68.

Além da gasolina, o etanol também apresentou alta no período, mesmo sendo produzido a partir da cana-de-açúcar. Em Campo Grande, o litro passou de R$ 3,78 no início do ano para cerca de R$ 4,32, reforçando que o aumento não se limita apenas aos derivados diretos do petróleo.

Especialistas apontam que o comportamento dos preços está ligado a uma combinação de fatores. Entre eles, a valorização do petróleo no mercado internacional influenciada por tensões geopolíticas, a variação do dólar e os custos de distribuição e logística no país. Esses elementos, somados, ajudam a explicar por que o valor pago pelo consumidor nem sempre acompanha de forma imediata eventuais quedas no preço do barril.

O impacto vai além das bombas de combustível. Com o transporte mais caro, há reflexos em toda a cadeia econômica, especialmente no frete e no preço de produtos essenciais, como alimentos. Para o consumidor sul-mato-grossense, o resultado é um custo de vida pressionado e a necessidade de reorganizar o orçamento diante de sucessivas altas.

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