Servidores públicos estaduais realizaram, na manhã desta terça-feira (31), um protesto na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande, contra o reajuste salarial de 3,81% sancionado pelo governo estadual.

A mobilização reuniu representantes de diversas categorias, incluindo professores, policiais, servidores do Detran-MS e profissionais da saúde, que integram o Fórum dos Servidores. O grupo cobra a reabertura do diálogo com o governador Eduardo Riedel (PP) para discutir a recomposição salarial.
O percentual foi oficializado na segunda-feira (30), por meio de publicação no Diário Oficial do Estado, como parte da revisão geral anual. No entanto, os servidores afirmam que o índice não cobre sequer a inflação acumulada no período, gerando perda no poder de compra.
Durante o ato, os manifestantes também direcionaram críticas à Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul, com gritos de “fora, Fiems”. Segundo representantes do movimento, a política de incentivos fiscais concedidos a setores empresariais impacta diretamente as finanças do Estado.
De acordo com o coordenador do Fórum dos Servidores, Ricardo Bueno, a renúncia fiscal prevista para este ano chega a cerca de R$ 11 bilhões. Ele argumenta que, sem esses incentivos, haveria maior capacidade financeira para garantir reajustes mais próximos da inflação.
Dados do próprio governo estadual indicam que o impacto das renúncias fiscais incluindo isenções, reduções de base de cálculo e créditos de ICMS — pode alcançar R$ 11,95 bilhões entre 2026 e 2028.
Além da manifestação, os servidores buscam apoio dos deputados estaduais para intermediar uma nova reunião com o Executivo e retomar as negociações.
A Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul foi procurada para comentar as críticas, mas não respondeu até a publicação. O espaço segue aberto.



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