O Partido Liberal (PL) de Mato Grosso do Sul confirmou, nesta segunda-feira (30), quatro pré-candidatos ao Senado Federal para as eleições de 2026, abrindo um cenário de disputa interna dentro da própria direita no estado.

Foram colocados como pré-candidatos o ex-governador Reinaldo Azambuja, o ex-deputado Capitão Contar, o deputado federal Marcos Pollon e a ex-candidata Gianni Nogueira.
Apesar do número de nomes, o partido poderá oficializar apenas até dois candidatos ao Senado, o que torna inevitável a disputa interna até a realização das convenções partidárias.
Disputa e articulação interna
Presidente do PL-MS, Reinaldo Azambuja afirmou que a definição será feita internamente, dentro de uma estratégia que leve em conta alianças e viabilidade eleitoral. A sigla também trabalha com a possibilidade de compor chapa com partidos aliados para tentar conquistar as duas vagas em disputa no estado.
Mesmo com o discurso de unidade, o cenário revela uma concorrência direta entre lideranças com diferentes níveis de influência política e eleitoral.
Peso de Bolsonaro na decisão
Um dos fatores que adicionam tensão ao processo é a sinalização de apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro ao nome de Marcos Pollon, citado em carta como seu candidato ao Senado por Mato Grosso do Sul.
O gesto reforça o peso das lideranças nacionais dentro das decisões estaduais e pode influenciar o equilíbrio de forças na disputa interna do partido.
Além disso, Pollon mantém interlocução com nomes do núcleo bolsonarista, como Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro, o que amplia sua projeção dentro da sigla.
Estratégia para 2026
Durante o evento, Azambuja também reforçou o posicionamento político do grupo, afirmando que a prioridade do partido será derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2026.
A fala antecipa o tom da disputa eleitoral no estado, que deve repetir a polarização nacional entre campos políticos opostos.
Crescimento do PL no estado
O ato também marcou o fortalecimento do partido em Mato Grosso do Sul, com mais de 100 novas filiações e a adesão de deputados estaduais que deixaram outras siglas para integrar o PL.
O movimento indica uma reorganização das forças políticas locais e reforça a tentativa do partido de ampliar sua base para as eleições de 2026.


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