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Catan acompanha PT e já é visto como parceiro de Lula nos bastidores
Catan acompanha PT e já é visto como parceiro de Lula nos bastidores

Nos bastidores, Catan é apontado como aliado estratégico do governo Lula, movimentando-se junto à bancada do PT e provocando atenção em ano eleitoral no MS

Na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, o deputado estadual João Henrique Catan (Partido NOVO) chamou atenção ao acompanhar a bancada do PT na votação do reajuste anual de 3,81% aos servidores públicos estaduais, consolidando a Revisão Geral Anual (RGA) prevista na Constituição. A proposta, aprovada com 16 votos favoráveis, 4 contrários e 3 ausências, segue agora para sanção do governador Eduardo Riedel, com efeito a partir de 1º de maio.

O reajuste recompõe perdas inflacionárias acumuladas nos últimos 12 meses, com impacto estimado em R$ 1,3 bilhão nos próximos três anos. O aumento contempla servidores dos três poderes, mas não se aplica a cargos com subsídios definidos por legislação específica, como governador, parlamentares, magistrados e membros do Ministério Público.

Apesar da aprovação, Catan votou contra a proposta, ao lado de outros três deputados, alinhando-se à bancada do PT em críticas de que o percentual aprovado não representa ganho real, limitando-se apenas à reposição inflacionária. Entre os votos contrários estava também Pedro Kemp, que defendia um reajuste maior, de 7,79%. Três parlamentares se ausentaram da sessão: Londres Machado, Paulo Duarte e Zé Teixeira.

Nos bastidores políticos, já circula a percepção de que João Henrique Catan é um grande parceiro do governo Lula, movimentando-se em sintonia com a esquerda em algumas pautas estratégicas do estado. Analistas apontam que sua atuação na Assembleia pode influenciar a fragmentação do eleitorado conservador em Mato Grosso do Sul, especialmente em ano eleitoral, fortalecendo a narrativa de alianças políticas discretas entre setores do NOVO e o PT.

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