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Projeto propõe regras para atuação de enfermeiros na estética em Mato Grosso do Sul
Projeto propõe regras para atuação de enfermeiros na estética em Mato Grosso do Sul

Projeto do deputado Lucas de Lima estabelece critérios para atuação de enfermeiros e busca ampliar a segurança em procedimentos estéticos

O exercício de atividades estéticas por enfermeiros pode passar a ter regras mais claras em Mato Grosso do Sul. Foi apresentado na última quinta-feira (26), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, um projeto de lei que busca regulamentar a chamada enfermagem estética no Estado.

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De autoria do deputado Lucas de Lima, a proposta estabelece critérios técnicos e legais para a realização de procedimentos estéticos por profissionais da enfermagem, acompanhando o crescimento acelerado do setor no Brasil.

Pelo texto, a enfermagem estética é definida como a realização de procedimentos corporais, faciais e capilares por enfermeiros devidamente capacitados, respeitando os limites das atribuições da profissão. A medida pretende dar mais segurança tanto para os profissionais quanto para os pacientes.

Entre as exigências previstas, está a obrigatoriedade de registro ativo no Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso do Sul e a formação específica na área, como pós-graduação lato sensu em estética reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC). Além disso, os profissionais deverão seguir normas técnicas e sanitárias vigentes.

Na justificativa, o parlamentar argumenta que o avanço do mercado estético exige maior controle e qualificação. “Diante do crescimento exponencial do setor e dos riscos associados a procedimentos realizados por pessoas não habilitadas, o projeto busca garantir mais segurança, qualificação e controle sanitário”, destacou.

Debate sobre limites profissionais

A proposta também deve reacender discussões sobre os limites de atuação entre diferentes categorias da área da saúde, como médicos, biomédicos e enfermeiros especialmente em procedimentos considerados mais invasivos.

Especialistas apontam que a regulamentação pode contribuir para reduzir práticas irregulares, mas reforçam a importância de fiscalização e definição clara das competências de cada profissão.

Tramitação

O projeto ainda está em fase inicial de tramitação na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. Após o período para apresentação de emendas, o texto será analisado pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR).

Caso seja considerado constitucional, seguirá para as demais comissões e, posteriormente, para votação em plenário.

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