Decisão unânime confirma irregularidades em repasses a empresas sem estrutura durante campanha de 2022
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve, por unanimidade, a condenação do ex-deputado federal Loester Carlos Gomes de Souza, o Loester Trutis (PL), e de sua ex-esposa, Raquelle Lisboa Alves Souza, por desvio de R$ 776 mil de recursos de campanha eleitoral.

A decisão confirma entendimento do Tribunal Regional Eleitoral e rejeita recurso apresentado pela defesa. O relator do caso, Antônio Carlos Ferreira, foi acompanhado pelos demais ministros da Corte.
De acordo com a investigação, os valores foram repassados a empresas que não possuíam estrutura mínima para prestação dos serviços contratados. Relatórios apontam que os locais indicados como sede não apresentavam identificação comercial, nem funcionários, evidenciando ausência de capacidade operacional.
Os recursos envolvidos são provenientes do Fundo Especial de Financiamento de Campanha e do Fundo Partidário. Ao todo, o montante desviado representa cerca de 40% dos valores recebidos pelo casal para as eleições de 2022.
Na ocasião, Trutis disputou o cargo de deputado federal, enquanto Raquelle concorreu a deputada estadual. Ambos não foram eleitos.
A defesa sustentou que os pagamentos seguiram critérios técnicos e que houve compartilhamento de materiais entre candidatos do mesmo partido, prática considerada comum em campanhas eleitorais. Os argumentos, no entanto, não foram acolhidos pela Corte.
O episódio se soma a outros desgastes envolvendo o ex-deputado, que tenta retomar espaço político. Trutis também já foi alvo de investigações em outros casos e responde a processos na Justiça.



Comentários