Com Fernando Haddad no governo e Simone Tebet no Senado, articulação ainda depende de definição sobre Geraldo Alckmin e possível dobradinha com Marina Silva
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou a desenhar, de forma mais explícita, o seu tabuleiro eleitoral em São Paulo e a estratégia passa pela montagem de um “time” com nomes de diferentes espectros políticos para tentar retomar espaço no maior colégio eleitoral do país.

Nesta quinta-feira (19), ao lançar a pré-candidatura de Fernando Haddad ao governo paulista, Lula confirmou também que a ministra do Planejamento, Simone Tebet, disputará uma vaga no Senado por São Paulo.
A escolha não é apenas eleitoral, mas simbólica. Sul-mato-grossense e com trânsito entre setores do empresariado, Tebet entra na composição como peça de equilíbrio em uma chapa que tenta dialogar além da base tradicional petista.
Ao justificar a decisão, Lula recorreu à metáfora esportiva: disse que está montando um time “para ganhar o jogo”. Nos bastidores, no entanto, o cenário ainda está longe de uma escalação definitiva.
Um dos principais pontos de indefinição envolve o vice-presidente Geraldo Alckmin, que pode tanto permanecer na tentativa de reeleição ao cargo quanto migrar para a disputa ao Senado. A decisão, segundo o próprio Lula, dependerá do que for considerado “melhor para São Paulo”.
Outro movimento em análise é a possível dobradinha entre Tebet e Marina Silva, ministra do Meio Ambiente, o que ampliaria ainda mais o espectro político da chapa, unindo centro e esquerda em um mesmo palanque.
A engenharia eleitoral tem um objetivo claro: fortalecer Haddad em uma eventual nova disputa contra o atual governador Tarcísio de Freitas, que venceu o petista no segundo turno da última eleição.
Mais do que nomes, o que está em jogo é a tentativa de reconstruir competitividade em São Paulo — estado onde Lula já teve forte presença política, mas que, nos últimos ciclos, tem se mostrado terreno mais adverso.
Entre definições pendentes e movimentos calculados, o “time” de Lula começa a ganhar forma. Resta saber se, até o apito final, a escalação será suficiente para mudar o placar.



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