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Justiça adia para maio julgamento de Nelsinho Trad em ação que apura suposto superfaturamento de R$ 9,3 milhões no tapa-buracos
Justiça adia para maio julgamento de Nelsinho Trad em ação que apura suposto superfaturamento de R$ 9,3 milhões no tapa-buracos


O julgamento da ação que apura suposto superfaturamento de R$ 9,369 milhões na operação tapa-buracos realizada durante a gestão do atual senador Nelsinho Trad (PSD) como prefeito de Campo Grande foi adiado para o dia 5 de maio de 2026.

A audiência, que estava inicialmente marcada para o dia 3 de março, foi remarcada por decisão do juiz Ariovaldo Nantes Corrêa, da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos. Segundo a decisão judicial, o adiamento ocorreu em razão da indisponibilidade de sala no Fórum de Aquidauana, onde será ouvida uma das testemunhas.

Na nova data, marcada para as 14h, será realizada audiência de instrução e julgamento na sala física da 1ª Vara de Direitos Difusos, com possibilidade de participação por videoconferência.

Durante a audiência, devem ser ouvidos o engenheiro civil Semy Alves Ferraz, que ocupou o cargo de secretário municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação na gestão de Alcides Bernal (PP), e Ângelo Homero Pedrollo Dal Vesco, que foi chefe da Divisão de Iluminação Pública na administração de Gilmar Olarte, em 2014.

Denúncia do Ministério Público

De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPE), a Prefeitura de Campo Grande contratou, em 2012, a empresa Asfaltec Tecnologia em Asfalto para executar serviços da operação tapa-buracos pelo valor inicial de R$ 5,632 milhões.

Segundo a ação civil pública, após a realização de aditivos contratuais, o valor total pago pelo município teria alcançado R$ 14,082 milhões para serviços realizados nas regiões do Centro, Imbirussu e Prosa.

O Ministério Público sustenta que houve superfaturamento estimado em R$ 9,369 milhões. Conforme a acusação, a prefeitura pagou R$ 8,488 milhões pela aquisição de CBUQ (Concreto Betuminoso Usinado a Quente), enquanto o custo previsto em tabela oficial seria de aproximadamente R$ 4,7 milhões.

Além disso, a denúncia também aponta suposto superfaturamento de cerca de R$ 5,5 milhões nos valores relacionados à mão de obra utilizada na execução dos serviços.

Empresas envolvidas

De acordo com os autos do processo, a empresa Asfaltec é formada pelas empresas Equipe Engenharia e Unipav Engenharia, pertencentes aos empresários Almir Antônio Diniz Figueiredo e João Carlos de Almeida.

A ação também menciona que, até 2005, um dos sócios da empresa era Sandro Beal, irmão do empreiteiro João Amorim, que foi tesoureiro e ex-cunhado de Nelsinho Trad.

O processo segue em tramitação na Justiça e ainda não há decisão definitiva sobre as acusações.

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