Nós usamos cookies para melhorar sua experiência de navegação no portal. Ao acessar o site, você concorda com a política de utilização de cookies.

MP apura pagamentos feitos após suspensão de aumento salarial do prefeito de Ivinhema
MP apura pagamentos feitos após suspensão de aumento salarial do prefeito de Ivinhema

Investigação avalia se houve descumprimento de decisão judicial e possível irregularidade administrativa

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul instaurou procedimento para apurar pagamentos realizados ao prefeito de Ivinhema após a suspensão judicial do reajuste salarial aprovado no início de 2025.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A lei municipal havia elevado o subsídio do chefe do Executivo de cerca de R$ 19 mil para R$ 35 mil. Entretanto, em 11 de março de 2025, decisão liminar da 1ª Vara da Comarca de Ivinhema suspendeu o aumento ao acolher ação popular que questionava a legalidade da medida.

Pagamentos após decisão judicial

Segundo manifestação do Ministério Público nos autos do processo, mesmo após a determinação judicial, os valores reajustados teriam sido pagos por alguns meses. A promotoria apontou que a situação pode demandar apuração específica para verificar eventual responsabilidade administrativa ou até repercussão na esfera criminal.

O entendimento preliminar registrado pelo órgão ministerial indica que o pagamento de subsídios acima do valor anteriormente vigente, caso confirmado após a suspensão judicial, pode configurar irregularidade a ser analisada sob a ótica da Lei de Improbidade Administrativa.

Devido ao cargo ocupado pelo prefeito, a eventual instauração de investigação formal depende de autorização do Procurador-Geral de Justiça do Estado. Até o momento, o caso aguarda deliberação interna para definição dos próximos passos.

Entenda o contexto

O aumento salarial foi aprovado pela Câmara Municipal e sancionado no último ano do mandato. A ação popular que questionou a medida argumentou que a elevação de despesas com pessoal teria ocorrido em período vedado pela Lei de Responsabilidade Fiscal, que impõe restrições nos últimos meses de gestão.

Na decisão liminar, o Judiciário considerou presentes os requisitos para suspensão imediata do reajuste, citando risco de prejuízo aos cofres públicos diante do pagamento dos novos valores.

O reajuste também alcançava outros integrantes do alto escalão municipal, incluindo vice-prefeito, secretários e cargos equiparados ao subsídio do chefe do Executivo.

Posicionamento do prefeito

Após a decisão judicial, o prefeito se manifestou publicamente, defendendo que a remuneração estaria defasada em comparação a municípios da região. Ele também afirmou que a decisão seria fruto de motivação política, mas declarou que a determinação judicial seria cumprida.

Em 2026, houve tentativa de nova tramitação de projeto relacionado ao tema na Câmara Municipal, porém não houve votação definitiva.

A reportagem tentou contato com o prefeito para manifestação específica sobre a apuração em curso, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço permanece aberto para posicionamento.

Notícias Relacionadas

Comentários