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Vaticano recusa convite de Trump para “Conselho da Paz” e critica tentativa de substituir a ONU
Vaticano recusa convite de Trump para “Conselho da Paz” e critica tentativa de substituir a ONU

Santa Sé diz estar “perplexa” com proposta do colegiado e não participará do encontro marcado para esta quinta-feira, em Washington

O Vaticano anunciou nesta terça-feira (17) que não participará do Conselho da Paz, iniciativa idealizada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e demonstrou perplexidade com alguns pontos centrais do projeto especialmente a tentativa do colegiado de assumir um papel semelhante ao das Nações Unidas na mediação de crises internacionais.

A posição foi confirmada pelo secretário de Estado da Santa Sé, cardeal Pietro Parolin, às vésperas do primeiro encontro do Conselho, marcado para quinta-feira (19/02), em Washington.

Segundo Parolin, a proposta levanta dúvidas institucionais e diplomáticas, já que o Conselho da Paz, conforme apresentado por Trump, pretende atuar como alternativa a organismos multilaterais tradicionais, como a ONU, que historicamente concentram a articulação internacional para negociações de paz e resolução de conflitos.

A decisão do Vaticano ocorre em um momento simbólico para a Igreja Católica: o papa Leão XVI, primeiro pontífice estadunidense da história, tem buscado manter uma postura de equilíbrio diante das disputas geopolíticas e dos interesses de grandes potências, reforçando a tradição diplomática da Santa Sé de atuar como mediadora sem alinhamento político direto.

Nos bastidores, a recusa também é interpretada como um sinal de cautela do Vaticano diante de iniciativas que possam enfraquecer estruturas multilaterais reconhecidas internacionalmente. A Santa Sé participa de debates globais há décadas e mantém relações diplomáticas com diversos países, defendendo, em geral, o fortalecimento do diálogo internacional e de instituições reconhecidas.

O encontro do Conselho da Paz, previsto para ocorrer nos Estados Unidos, deve reunir representantes e lideranças convidadas pela Casa Branca, mas sem a presença oficial do Vaticano.

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