Paralisação marcada para quinta-feira (19) deve afetar transportes públicos e ampliar a pressão contra mudanças propostas pelo governo
Greves e mobilizações têm se tornado parte da rotina na Argentina desde que o presidente Javier Milei assumiu o comando do país, em dezembro de 2023. Agora, centrais sindicais e organizações populares preparam uma nova paralisação nacional prevista para quinta-feira (19), em protesto contra a reforma trabalhista defendida pelo governo.

A estratégia anunciada pelos sindicatos é intensificar o impacto da mobilização por meio da paralisação dos transportes públicos — um dos setores mais sensíveis para a população e para a economia do país. A expectativa é que a greve afete a circulação em grandes centros urbanos e pressione o governo em meio ao aumento das tensões sociais.
A reforma trabalhista proposta por Milei vem sendo alvo de críticas por parte de sindicatos e movimentos sociais, que alegam risco de retirada de direitos e precarização das relações de trabalho. Para essas entidades, as medidas representam um avanço sobre conquistas históricas dos trabalhadores argentinos.
Do lado do governo, a defesa é de que as mudanças são necessárias para “modernizar” a legislação, atrair investimentos e estimular o crescimento econômico. Milei, que chegou ao poder com um discurso de choque liberal, tem apostado em cortes de gastos e reformas estruturais como resposta à crise financeira do país.
O cenário reforça a polarização política e social na Argentina, que enfrenta inflação elevada, perda do poder de compra e aumento da insatisfação popular. Com greves sucessivas e mobilizações recorrentes, o governo segue sob forte pressão enquanto tenta avançar com sua agenda no Congresso e nas ruas.


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