“Estão tentando me destruir”, diz Lourdes ao denunciar perseguição e registrar ocorrência
A vereadora Lourdes da Assistência Social registrou um boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia Civil de Coxim após, segundo ela, ser alvo de ataques nas redes sociais e da disseminação de informações falsas envolvendo sua atuação profissional e seu mandato parlamentar.
De acordo com a vereadora, as publicações e comentários se intensificaram após a repercussão de uma matéria divulgada por um veículo de comunicação local, relacionada a uma decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) que determinou ao Hospital Regional Álvaro Fontoura a nomeação de um assistente social aprovado em concurso público.
Defesa diz que decisão judicial trata de procedimento administrativo
Em nota, a defesa da parlamentar afirma que a decisão judicial trata de uma medida administrativa relacionada à obrigação do hospital em organizar seu quadro de servidores, e que isso não representaria punição ou reconhecimento de irregularidade por parte da vereadora.
A vereadora também contesta a interpretação de que estaria “ocupando a vaga” de um concursado e afirma que sua situação funcional não seria diferente de outros profissionais contratados.
Oitiva na Câmara é citada pela defesa
Ainda segundo a defesa da parlamentar, durante o processo em andamento na Câmara Municipal, o diretor do Hospital Regional, identificado como Advanir, teria declarado em oitiva que a vereadora Lourdes não ocupa especificamente a vaga do assistente social concursado João Vitor Fernandes Anunciação.
Conforme a defesa, o diretor também teria afirmado que a situação funcional da vereadora seria semelhante à de outros profissionais contratados, não havendo, segundo o relato, indicação direta para que ela deixe o cargo por estar “ocupando vaga” de concursado.
A defesa da vereadora também afirmou que o veículo de comunicação citado no boletim de ocorrência estava presente durante a oitiva em que o diretor do Hospital Regional foi ouvido, mas que, mesmo assim, não teria incluído na matéria publicada o trecho em que o diretor afirma que Lourdes não ocupa especificamente a vaga do concursado.
A defesa sustenta que esse ponto não foi devidamente considerado nas discussões públicas que passaram a circular nas redes sociais.
Parlamentar relata ataques à fé e ofensas pessoais
No boletim de ocorrência, Lourdes também relata ter sido alvo de comentários que, segundo ela, ultrapassam críticas políticas e atingem sua fé e sua liberdade religiosa. A parlamentar disse que se sentiu ofendida por publicações que ironizam o uso de referências bíblicas em seus discursos.
Além disso, ela afirma que passou a receber ataques pessoais, incluindo xingamentos e termos considerados ofensivos e misóginos.
Polícia deve apurar
Com o registro, o caso deverá ser analisado pela Polícia Civil, que poderá apurar eventual prática de crimes como calúnia, difamação e intolerância religiosa, conforme previsto na legislação.
A vereadora informou que pretende buscar responsabilização dos envolvidos e reforçou que está confiante em esclarecer os fatos. Lourdes também afirmou que acredita estar sendo vítima de perseguição e que não aceitará, segundo ela, tentativas de descredibilizar sua imagem pública.



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