Dados oficiais confirmam a quase erradicação da atividade criminosa, revertendo o rastro de destruição deixado pela gestão Bolsonaro
A preservação da Amazônia e a proteção dos povos originários alcançaram um marco histórico nesta quinta-feira (5). Dados atualizados do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) revelam que o governo federal conseguiu reduzir em 98,9% a área ocupada pelo garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami.

O levantamento aponta que a atividade criminosa, que ocupava cerca de 4.570 hectares em março de 2024, foi drasticamente reduzida para aproximadamente 50 hectares. Esse avanço consolida a estratégia de retirada permanente de intrusos adotada pela gestão Lula, que mobilizou de forma integrada a Força Nacional, Funai, Ibama, ICMBio e forças de segurança para asfixiar a logística do crime organizado na região.
O contraste entre o abandono e a retomada da lei
Essa realidade contrasta com o cenário herdado da gestão de Jair Bolsonaro, período em que o garimpo ilegal experimentou uma expansão desenfreada de mais de 300%. Entre 2019 e 2022, a omissão estatal e o incentivo à mineração em terras protegidas permitiram que a área degradada saltasse de 1.200 para mais de 5.080 hectares, culminando na trágica crise humanitária e sanitária que chocou o mundo em 2023.
Enquanto o governo anterior registrou recorde de destruição em 2022, com a abertura de 1.782 novos hectares de garimpo, a atual ofensiva federal inverteu a curva, reduzindo as novas aberturas em 99,5% e impondo um prejuízo financeiro superior a R$ 642 milhões aos infratores através de apreensões e destruição de maquinário.
O sucesso da operação ocorre pela presença constante do Estado em áreas críticas como Surucucu e Rangel, onde mais de 9 mil ações de segurança foram realizadas desde o início da atual gestão. O foco na destruição de infraestruturas logísticas, como centenas de acampamentos e dezenas de aeronaves, impediu a retomada das atividades, permitindo que o território Yanomami iniciasse um processo de regeneração.
Apesar da quase eliminação da atividade ilegal, órgãos como o Ministério dos Povos Indígenas e entidades de monitoramento satelital mantêm a vigilância em nível máximo, garantindo que os últimos 50 hectares de garimpo ativo sejam erradicados.
Fonte: Vermelho


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