Débitos se arrastam desde outubro, histórico inclui paralisação e cobranças feitas na Câmara Municipal
O Município de Coxim permanece inadimplente com as empresas terceirizadas responsáveis pelo transporte escolar desde outubro de 2025. A situação, que já havia gerado paralisação e protestos no final do ano passado, volta a causar preocupação com a proximidade do início do ano letivo de 2026.

Em dezembro de 2025, motoristas do transporte escolar anunciaram a paralisação dos serviços após sucessivos atrasos nos repasses por parte da Prefeitura. Na ocasião, um vídeo divulgado nas redes sociais pelo encarregado da empresa terceirizada, Paulino Santos Mendonça, mostrou ônibus parados no pátio e denunciou que os trabalhadores estavam sem receber salários, décimo terceiro e outros direitos.
Segundo Paulino, à época, a empresa responsável pelo serviço já acumulava cerca de quatro meses sem receber pagamentos do município. “Estamos sem receber nosso pagamento, décimo terceiro, e a empresa passou pra nós que está há quatro meses sem receber. Os ônibus estão parados aqui no pátio, não vai sair da garagem”, afirmou no vídeo publicado no dia 11 de dezembro de 2025.
Ainda no mesmo registro, o encarregado relatou dificuldades enfrentadas pelos motoristas, como contas em atraso e risco de corte de serviços básicos, além de destacar o impacto direto sobre alunos e famílias. “Os pais e os alunos não têm culpa, mas nós também não podemos trabalhar de graça”, disse.
Além das manifestações dos trabalhadores, o tema também foi alvo de reiteradas cobranças no Legislativo Municipal. Ao longo de 2025, a vereadora Simone Gomes utilizou a tribuna da Câmara de Coxim em diversas ocasiões para alertar sobre os atrasos nos pagamentos do transporte escolar e cobrar providências do Poder Executivo, destacando os riscos de paralisação do serviço e os prejuízos aos estudantes.
Passados mais de três meses desde aquele episódio, a inadimplência persiste. Com o início das aulas se aproximando, cresce a apreensão entre pais, alunos e trabalhadores do setor, já que o transporte escolar é essencial para garantir o acesso de crianças e adolescentes às escolas, especialmente na zona rural.
Diante do histórico recente, das cobranças feitas no Legislativo e da falta de regularização dos débitos, aumenta a pressão para que o Poder Executivo adote medidas urgentes, quite os pagamentos em atraso e assegure a continuidade do transporte escolar. A preocupação central é evitar que crianças e adolescentes voltem a ser prejudicados por um problema administrativo que se arrasta no município.




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