General Tomás Paiva solicita que prisões sejam feitas por equipes da própria corporação e sem uso de algemas
O comandante do Exército, general Tomás Paiva, solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que militares condenados pela trama golpista sejam conduzidos por integrantes da própria corporação e não sejam algemados no momento da prisão.
O pedido foi feito durante uma conversa realizada na segunda-feira (17), na residência oficial do comandante, localizada no Setor Militar Urbano, em Brasília. A reunião contou ainda com a presença do ministro da Defesa, José Múcio Monteiro.
A iniciativa ocorre em meio ao avanço das decisões do STF sobre os militares envolvidos nos atos que tentaram violar a ordem democrática. A solicitação de Tomás Paiva busca evitar o uso de algemas e garantir que as prisões sejam executadas por equipes militares, e não por forças civis.
Procurado pela reportagem, o ministro Alexandre de Moraes não se manifestou sobre o encontro nem sobre o conteúdo do pedido. As informações sobre a conversa entre o comandante e o magistrado foram divulgadas inicialmente pelo UOL e confirmadas pela Folha de S.Paulo.
A reunião reforça o esforço do alto comando das Forças Armadas em tentar preservar a imagem institucional diante do desdobramento das investigações. Até o momento, não há indicação de que o STF atenderá ou rejeitará a solicitação apresentada pelo Exército.




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